Cientistas Brasileiros





Crodowaldo Pavan 
Crodowaldo Pavan (Campinas, 1 de dezembro de 1919 - São Paulo, 3 de abril de 2009)1 foi um biólogo e geneticista brasileiro. Foi presidente do CNPq de 1986 a 1990. Foi professor-emérito da Universidade de São Paulo. Em 1978 foi indicado para a Pontifícia Academia das Ciências.

Pavan nasceu Campinas, São Paulo, Brasil. Seu bisavô era um especialista em tintura têxtil e militante anarquista, que foi muitas vezes perseguido e preso na Itália, assim como no Brasil. Quando menino, influenciado pela fábrica de porcelana de seu pai em Mogi das Cruzes, ele pretendia seguir a carreira de engenheiro, mas mudou de idéia quando teve a oportunidade na escola secundária de assistir a uma palestra do médico e professor, André Dreyfus.

Estudos

Após aconselhamento de André Dreyfus em 1938, matriculou-se no curso de história natural da Universidade de São Paulo, e trabalhou na investigação biológica sob a tutela de Dreyfus. Sua tese de doutorado sobre o bagre-cego Typhlobagrus kronci foi concluída na mesma instituição. Em 1942, ele aceitou a posição de professor assistente na Universidade de São Paulo, e rapidamente se tornou professor titular, uma posição que ocupou até sua aposentadoria em 1978.

Em 1942, Pavan se envolveu no projeto pioneiro pesquisa sobre a genética, taxonomia e ecologia de Drosophila, a mosca das frutas, financiado pela Fundação Rockefeller sob a direção do biólogo russo-americano Theodosius Dobzhansky. Este assunto se tornou o interesse de sua vida e da fonte do seu reconhecimento internacional. Em particular o Dr. Pavan introduziu na biologia o estudo da citogenética de Rhynchosciara americana , uma mosca conhecida por seus cromossomos gigantes, facilitando assim a determinação de locus gênicos. Ele e seus colaboradores estavam entre os primeiros a provar que a estrutura dos genes e dos cromossomos não era fixa e podia ser alterado por infecções.

Em 1966, o Dr. Pavan aceitou um convite do Laboratório Nacional de Oak Ridge, EUA, para criar um laboratório de genética celular. Em 1968, ele aceitou um convite para se tornar professor na Universidade do Texas em Austin, EUA. Retornou ao Brasil em 1975, e, depois de se aposentar oficialmente de seu cargo na Universidade de São Paulo, ele aceitou a posição de professor titular na recém fundada Universidade Estadual de Campinas, trabalhando como diretor do Instituto de Biologia, até sua segunda aposentadoria. Ele foi professor emérito em ambas as universidades.

Influências

Como líder científico, o Dr. Pavan foi muito influente e se tornou um dos principais envolvidos no desenvolvimento da ciência e tecnologia no Brasil, na segunda metade do século 20. Ele foi presidente do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) de 1986 a 1990, e presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência de 1980 a 1986.

Dr. Pavan foi membro de várias sociedades científicas internacionais, tais como a Academia de Ciências do Terceiro Mundo, a Academia das Ciências de Lisboa, a Sociedade Real de Fisiografia de Lund e a Academia de Ciências do Chile. Recebeu condecorações, medalhas e prêmios de vários países. Ele foi um dos poucos brasileiros a se tornar membro da Pontifícia Academia das Ciências. Ele também era membro da Academia Brasileira de Ciências, um dos fundadores da Academia das Ciências do Estado de São Paulo (ACIESP), da Academia de Medicina de São Paulo, da Academia de Educação de São Paulo e da Sociedade Brasileira de Genética, bem como um dos seus presidentes.

Durante a parte final da sua vida Dr. Pavan vivia em São Paulo, e esteve envolvido em várias atividades relacionadas com a compreensão pública da ciência. Ele foi um dos fundadores e diretores da Associação Brasileira de Divulgação Científica (ABRADIC), e ainda era ativo na investigação sobre controle biológico de pragas agrícolas.

Seu último livro publicado é História Viva, organizado em parceria com Glória Kreinz, estando entre as 11 obras da Coleção Divulgação Científica do Núcleo José Reis

Curriculo Lattes

Fonte: Wikipédia

_________________________________
Carlos Chagas

Carlos Chagas (1879-1934) foi médico, cientista, pesquisador e sanitarista brasileiro. Dedicou-se ao estudo das doenças tropicais. Descobriu o protozoário do gênero Plasmodium, causador da Malária. Descobriu também o parasita Tripanosoma Cruzi, transmissor da doença de Chagas.

Em 1901 a Malária atacou vários trabalhadores na construção da represa na região de Santos, em São Paulo, chegando a parar a obra. Carlos Chagas foi recrutado para combater e evitar a propagação da doença, com medidas sistemáticas de saneamento, logo debelou a doença. Atualmente a Malária predomina na Região da Amazônia-Legal. Ainda não existe vacina contra a doença.

Em 1907 teve início a pesquisa sobre a doença de Chagas e só em 22 de abril de 1909 o sanitarista Osvaldo Cruz anunciava à Associação Nacional de Medicina a descoberta por Carlos Chagas da doença de Chagas. Transmitida pelas fezes do inseto hospedeiro, conhecido por barbeiro, por atacar principalmente o rosto das pessoas. O barbeiro vive principalmente nas frestas das casas de barro, na zona rural e tem hábitos noturnos. A picada na pele coça e as fezes do inseto penetra no organismo, causando a doença.

Carlos Chagas (1879-1934) nasceu em Oliveira, Minas Gerais no dia 9 de Julho de 1879, era filho do cafeicultor José Justino Chagas e Mariana Cândida Ribeiro de Castro. Carlos Ribeiro Justino Chagas, seu nome da batismo, ficou órfão de pai quando tinha quatro anos de idade. Estudou no Colégio São Luís, em Itu no interior de São Paulo.
Cédula de 10 mil cruzados em homenagem a Carlos Chagas

Cédula de 10 mil cruzados em homenagem a Carlos Chagas

Carlos Chagas ingressou na Faculdade de Medicina no Rio de Janeiro, com 18 anos. Em 1902, já formado iniciou sua tese "O ciclo evolutivo da Malária na corrente sanguínea", concluída em 1903. Dedicou-se ao estudo das doenças tropicais, principalmente da Malária. Em 1904 instalou seu laboratório particular no Rio de Janeiro. Por indicação do professor Miguel Couto, passa a trabalhar, com orientação de Osvaldo Cruz, no Instituto Soroterápico Federal, hoje Instituto Osvaldo Cruz.

Carlos Chagas, em 1906, trabalhando no Instituto Osvaldo Cruz, obteve sucesso ao dirigir a campanha de saneamento da Baixada Fluminense, debelando a infestação da Malária. Em 1907 trabalhou num laboratório montado durante as obras da linha de trem da Estrada de Ferro Central do Brasil. Durante dois anos classificou, estudou e identificou no sangue de animais, o protozoário que denominou Tripanosoma Cruzi, aliado a uma infestação de um inseto nas residências rurais, conhecido como barbeiro. Carlos Chagas examinou esses insetos e descobriu que eles eram os hospedeiros da doença de Chagas.
Carlos Chagas foi chamado pelo Presidente Wenceslau Braz para controlar a epidemia que assolou o Rio de Janeiro em 1918. Além da falta de assistência médica, precárias condições de higiene e a falta de saneamento, a gripe espanhola contaminou dois terços da população e fez onze mil vítimas. Carlos Chagas instalou vários postos de atendimento médico, e no Instituto Osvaldo Cruz incentivou a pesquisa da doença e com medidas preventivas a infecção foi debelada no mesmo ano.

Carlos Chagas foi reconhecido por suas pesquisas e descobertas, recebendo prêmios e homenagens de vários países, entre eles, Alemanha, França, Portugal, Espanha, Itália, Inglaterra e Estados Unidos.

Carlos Chaga morre no dia 8 de novembro, no Rio de Janeiro, acometido por um infarto.

Fonte: http://www.e-biografias.net/carlos_chagas/

______________________________________________________________

Mayana Zatz



Mayana Zatz nasceu em Tel Aviv, Israel, em 1947. Mudou-se com a família para a França durante a infância, e finalmente para o Brasil, em 1955. Desde a infância interessou-se por biologia. Em São Paulo, cursou biologia pela Universidade de São Paulo, onde estagiou com o Oswaldo Frota Pessoa, tendo primeiro contato com genética humana. Formou-se em 1968, e já no ano seguinte iniciou um trabalho de aconselhamento genético de famílias portadoras de doenças neuromusculares. Ainda pela USP, tornou-se mestra em genética em 1970 (com dissertação sobre distrofias musculares progressivas) e doutora em genética em 1974 (expandindo o trabalho de mestrado)3 , ambos também sendo orientada por Frota Pessoa. Entre 1975 e 1977 nos Estados Unidos, Mayana fez pós-doutorado pela Universidade da Califórnia sob orientação de Michael M. Kaback e David Campion.

Devido ao tratamento precário de doenças musculares no Brasil, ao retornar ao país, Mayana fundou em 1981 a Associação Brasileira de Distrofia Muscular, que trata afetados por distrofias musculares , e onde ainda é diretora presidente.

Em 1995, tornou-se pioneira ao localizar um dos genes ligados a um tipo de distrofia dos membros, junto com Maria Rita Passos-Bueno e Eloísa de Sá Moreira. Juntas, também foram responsáveis pelo mapeamento do gene responsável pela síndrome de Knobloch. Em 1996, ingressou na Academia Brasileira de Ciências.

Em agosto de 2000, foi condecorada com a grã-cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico . No mesmo ano, recebeu a Medalha de Mérito Científico e Tecnológico do Governo do Estado de São Paulo. Em 28 de fevereiro de 2001 na cidade de Paris, recebeu o prêmio latino-americano dos Prêmios L'Oréal-UNESCO para mulheres em ciência . No mesmo ano, recebeu o Prêmio Claudia, oferecido pela Revista Claudia. Em 2006, foi a Personalidade do Ano da Ciência segundo a Revista ISTOÉ Gente.

Em 2009, ganhou o Prêmio México de Ciência e Tecnologia 2008. Em setembro do mesmo ano, Mayana ganhou o Prêmio Walter Schmidt, conferido pela empresa Fanem para destacar personalidades que promoveram o desenvolvimento do setor da saúde brasileira.


Centro de Estudos do Genoma Humano - http://genoma.ib.usp.br/?page_id=396





______________________________________________________________

Miguel Nicolelis
Miguel Angelo Laporta Nicolelis (São Paulo, 7 de março de 1961) é um médico e cientista brasileiro. É filho da escritora Giselda Laporta Nicolelis. Foi considerado um dos 20 maiores cientistas do mundo no começo da década passada, segundo a revista "Scientific American" . Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009 . Nicolelis é o primeiro cientista a receber da instituição americana no mesmo ano o Pioneer e o Transformative R01 e o primeiro brasileiro a ter um artigo publicado na
capa da revista Science.

Lidera um grupo de pesquisadores da área de Neurociência da Universidade Duke3 (Durham, Estados Unidos), no campo de fisiologia de órgãos e sistemas, na tentativa de integrar o cérebro humano com máquinas (neuropróteses ou interfaces cérebro-máquina). O objetivo das pesquisas é desenvolver próteses neurais para a reabilitação de pacientes que sofrem de paralisia corporal. Nicolelis e sua equipe foram responsáveis pela descoberta de um sistema que possibilita a criação de braços robóticos controlados por meio de sinais cerebrais. O trabalho está na lista doInstituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) sobre as tecnologias que vão mudar o mundo.

Nicolelis formou-se em Medicina na Universidade de São Paulo (USP). Na mesma instituição, cursou o doutorado em Fisiologia Geral, onde sofreu grande influência de César Timo-Iaria. O pós-doutorado foi realizado no Hospital Universitário Hahnemann (associado ao Drexel University College of Medicine) (na Filadélfia). Professor titular de Neurobiologia e Engenharia Biomédica e co-diretor do Centro de Neuroengenharia da Duke University.

Nicolelis também concebeu e lidera o projeto do Instituto Internacional de Neurociências de Natal, na capital do Rio Grande do Norte. Em Natal, uma das linhas de pesquisa de Nicolelis visa caracterizar a resposta tecidual ao implante dos mesmos eletrodos utilizados nas pesquisas que são desenvolvidas em seu laboratório na Universidade Duke4 . Os primeiros resultados desta linha de pesquisa receberam destaque internacional ao serem divulgados na prestigiosa revista PLoS ONE, trabalho este totalmente desenvolvido no Brasil 5 .

No dia 26 de julho de 2011 o Jornal Folha de São Paulo publicou uma matéria relatando a cisão entre Miguel Nicolelis e Sidarta Ribeiro 6 . Uma versão recorrente no meio acadêmico dá conta de que a saída desses professores se deu por um egocentrismo crescente por parte dos últimos, especialmente devido a críticas de Nicolelis relacionadas ao baixo impacto das pesquisas desenvolvidas por eles . Informações obtidas com frequentadores do Instituto citam como fator desencadeador da saída de Sidarta Ribeiro, indicado por Nicolelis para ser o primeiro diretor do IINN, em 2005, um pedido para que Ribeiro deixasse de utilizar a garagem do Instituto, bem como a sala que ocupava, que deu origem a um novo laboratório do IINN-ELS.

Manifesto da Ciência Tropical

Em 23 de novembro de 2010, Nicolelis divulgou um documento de sua autoria intitulado Manifesto da Ciência Tropical: um novo paradigma para o uso democrático da ciência como agente efetivo de transformação social e econômica no Brasil8 . Nele, sugere que o Brasil encontra-se diante de uma oportunidade única de potencializar seu desenvolvimento científico e educacional, através da cooperação entre ambos, e propõe quinze medidas necessárias para o país firmar-se como uma liderança mundial na produção e uso democratizante do conhecimento. O documento repete a ênfase na descentralização da produção científica e na aproximação entre pesquisa e escola, seguindo o exemplo do Instituto Internacional de Neurociências de Natal.

Em 28 de fevereiro de 2013 Miguel e equipe conseguiram conectar dois ratos pelos sinais de seus cérebros.

Saiba mais sobre Dr. Miguel Nicolelis

www.nicolelislab.net



Instituto Internacional de Neurociência de Natal: www.natalneuro.org.br


Fonte: Wikipédia
______________________________________________________________

César Lattes (Cesare Mansueto Giulio Lattes)


Físico brasileiro, César Lattes nasceu na cidade de Curitiba, Paraná, no dia 11 de julho de 1924. Iniciou seus estudos em Curitiba, depois foi estudar na Escola Dante Alighiere e na Escola Politécnica, ambas em São Paulo.
Aos 19 anos de idade, formou-se na Faculdade de Filosofia da Universidade de São Paulo. Aos 23 anos de idade, Cesare Mansueto Giulio Lattes entrou para o cenário mundial da Física, na Inglaterra.
Numa de suas pesquisas encontrou evidências da partícula “mesón pi (pion)”. Numa de suas experiências, expôs emulsões das partículas no monte Chacaltaya, a 5.200 metros de altitude, nos andes boliviano.

Lattes levou as chapas com as emulsões de Chacaltaya à Inglaterra, calculou a massa do “méson pi” e publico o estudo, cujos artigos despertaram grande interesse internacional a respeito de um estudo científico brasileiro. A descoberta do “mesón pi” significava explicar porque os prótons não se repelem e podem explodir o núcleo.
Em 1948, um ano depois da descoberta do “mesón pi”, esteve em Berkeley, Califórnia, onde detectou a trajetória dos píons. Durante a década de 60, colaborou com grandes descobertas científicas, principalmente no Japão.
César Lattes foi considerado o nosso herói da “Era Nuclear” do pós-guerra. As vitórias científicas de César Lattes incentivaram a fundação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no Rio de Janeiro, em 1949. Por duas vezes chegou perto do prêmio Nobel de Física. César Lattes faleceu no dia 9 de março de 2005, às 15h40, no Hospital das Clínicas da Unicamp, vítima de parada cardíaca aos 80 anos de idade.



Quem do meio acadêmico nunca ‘perdeu’ uma tarde atualizando seu currículo Lattes?

Quase todos os pesquisadores brasileiros, principalmente do meio acadêmico, possuem este currículo on-line que consta seu histórico de atividades profissionais. A Plataforma Lattes ajuda os pesquisadores a conhecerem os demais que trabalham na mesma área e serve como padrão de currículo, recomendado pela maioria dos concursos.

Mas o que poucos sabem é de onde vem o nome da plataforma. Lattes é o sobrenome do físico brasileiro César Lattes, co-descobridor da partícula subatômica méson-pi, em 1947, e um dos criadores do CNPq.

Apesar de ser o primeiro autor do artigo sobre o méson-pi na ‘Nature’, foi seu colega Cecil Powell quem ganhou o prêmio Nobel de Física, em 1950 (uma injustiça tremenda!).

Recebeu vários prêmios durante sua vida e o título de doutor ‘honoris causa’ pela Unicamp. Faleceu em março de 2005, morando em Campinas, pertinho do lugar que mais gostava, a universidade.

Fonte: InfoEscola e Nome Científicos no Face
____________________________________________________________
Pioneiras da Ciência do Brasil

Várias mulheres que contribuíram de maneira significativa para a ciência brasileira

Acessem o link do CNPQ

______________________________________________________________
Oswaldo Cruz




São Luiz do Paraitinga, 5 de agosto de 1872 — Petrópolis, 11 de fevereiro de 1917

Oswaldo Gonçalves Cruz, filho do médico Bento Gonçalves Cruz e de Amália Taborda de Bulhões, recebeu uma criação muito rígida. Desde cedo, decidiu que profissão seguir, tendo ingressado na faculdade de medicina aos 15 anos de idade. Entretanto, não era um aluno brilhante, mas desde a primeira vez que observou microrganismos ao microscópio, se encantou.

Aos 20 anos casou-se com Emília da Fonseca, com quem teve seis filhos. Em 1896, foi para Paris para estagiar no renomado Instituto Pasteur.

Voltou ao Brasil em 1899 e foi convidado a organizar o combate ao surto de peste bubônica registrado em Santos (Estado de São Paulo) e outras cidades portuárias. A epidemia era incontrolável sem o soro adequado, e com a importação demorada, propôs ao governo a instalação de um instituto para fabricá-lo. Assim, assume a direção do Instituto Soroterapêutico, que mais tarde recebe o nome de Instituto de Patologia Experimental de Manguinhos, e depois, Instituto Oswaldo Cruz.

Oswaldo Cruz foi nomeado diretor geral da Saúde Pública com um cenário onde o Rio de Janeiro estava assolado por doenças como varíola e febre amarela. Cortiços aumentavam e as primeiras favelas já surgiam. Tomou providências polêmicas. A imunização obrigatória junto com a reforma urbana que derrubou cortiços e favelas provocou revoltas na população. As manifestações contra a vacina cresceram, se tornando rebelião – que ficou conhecida como Revolta da Vacina.

A campanha sofreu cerrada oposição de políticos, críticas da imprensa e a rebelião chegou a ameaçar de deposição o presidente da República. Mesmo assim a vacinação prosseguiu, fazendo com que o número de óbitos diminuísse gradativamente até o ano de 1908, onde não se registrou nenhum caso de febre amarela no Rio de Janeiro.

Oswaldo Cruz, em 1907, representou o Brasil, sendo premiado, no 14º Congresso Internacional de Higiene e Demografia de Berlim, onde apresentou os trabalhos desenvolvidos no Instituto Manguinhos. – O Júri do congresso concedeu ao Brasil seu primeiro prêmio, sendo também concedido pela primeira vez a uma instituição estrangeira.
No ano de 1910, Oswaldo Cruz aceita o convite para dirigir o saneamento da região onde seria construída a estrada de ferro Madeira-Mamoré. Graças a seus estudos a construção pôde ser levada adiante.

Em 1916, Oswaldo ajudou a fundar a Academia Brasileira de Ciências, neste mesmo ano deixou o Instituto Manguinhos devido a problemas de saúde . Chegou a assumir a prefeitura de Petrópolis, mas doente, faleceu um ano depois aos 44 anos de idade, de insuficiência renal. Não completando o seu mandato.

Após sua morte recebeu diversas homenagens, seu nome foi levado para lugares públicos, centros acadêmicos e até mesmo em 1909, quando Carlos Chagas descobriu o protozoário – da conhecida popularmente como Doença de Chagas – batizou-o com o nome de “Trypanosoma cruzi“, em homenagem a Oswaldo Cruz.

Cédula de 50 cruzados em homenagem a Oswaldo Cruz
Cédula de 50 cruzados em homenagem a Oswaldo Cruz


Por Tuany Souza dos Santos
Fonte: Academia de Ciências
_______________________________________________

Suzana Herculano-Houzel



Inaugurando a coluna Cientistas Brasileiros, temos a Neurocientista Suzana Herculano-Houzel, nascida no Rio de Janeiro em 1972 formou-se em Biologia (mobilidade Genética) dedicando-se ao estudo da neurociência na Case Western Reserve University (Estados Unidos), Université Pierre et Marie Curie (França) e no Instituto Max Plank (Alemanha). Em sua obra podemos observar o seu interesse em escrever sobre a neurociência para o público em geral procurando sempre contextualizando os conhecimentos científicos no cotidiano das pessoas. Por isso, acredito eu, tornou-se apresentadora de um quadro no fantástico (TV Globo) onde trazia o cérebro para o cotidiano das pessoas. 

Além do programa de televisão e de seus livros:
  • O Cérebro Nosso de Cada Dia (Vieira & Lent, 2002)
  • Sexo, Drogas, Rock and Roll... & Chocolate (Vieira & Lent, 2003)
  • O Cérebro em Transformação (Objetiva, 2005)
  • Por que o Bocejo É Contagioso? (Jorge Zahar Editor, 2007)
  • Fique de Bem com seu Cérebro (Sextante, 2007)
  • Pílulas de Neurociência para uma Vida Melhor (Sextante, 2009)
Profª. Drª Suzana mantém um blog (Neurocientista de Plantão) e um site (Cérebro Nosso de Cada Dia) muito interessantes para quem se interessa pelo assunto.

Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/4706332670277273



Nenhum comentário:

Postar um comentário