sexta-feira, 11 de março de 2011

Matéria sobre a Mata do Engenho Uchôa

Central de lixo emperra por falta de licença

Publicado em 22.09.2010, às 07h44
Do Jornal do Commercio



O futuro da gestão do tratamento final do lixo no Recife, que envolve concessão pública de 20 anos prorrogáveis por mais 20, ainda está indefinido. O Consórcio Recife Energia, que ganhou, em 2007, o contrato de R$ 308 milhões para tratar os resíduos sólidos da cidade, não recebeu, até o momento, aprovação legal da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH). Com o sinal verde, o consórcio, que tem a Qualix como principal acionista (80% das cotas), pretende implantar, nas proximidades da reserva ambiental da Mata do Engenho Uchoa, na Zona Oeste do Recife, a polêmica central de triagem e beneficiamento de lixo.

Na tarde de ontem, a assessoria de imprensa da CPRH comunicou que não sabia o prazo exato que o órgão teria para se posicionar em relação à concessão da licença ambiental. Informou apenas que, em novembro, a segunda audiência pública vai ser realizada para debater o assunto.

A assessoria ressaltou que técnicos do órgão ainda estão analisando O Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) para se posicionar posteriormente. No início do ano, a CPRH informou que o prazo estipulado para conceder ou não a licença era o dia 28 de maio de 2010.


O empreendimento deve receber, por dia, quase 3 mil toneladas de lixo. A ideia é recepcionar resíduos do Recife e de outros municípios da Região Metropolitana. A prefeitura vai pagar ao consórcio R$ 28,90 por tonelada de lixo domiciliar. Lá, catadores vão separar os produtos que podem ser reciclados. Depois, o material será dividido pelo poder de queima e transformado em Combustível Derivado de Resíduo (CDR). Em seguida, será levado à unidade termelétrica, prevista para funcionar no Cabo de Santo Agostinho, e a energia e vapor produzidos deverão ser vendidos para as indústrias.

O resto é aproveitado para fazer composto orgânico a ser doado ou vendido como adubo. A previsão, com a venda de energia e vapor, é de o consórcio faturar aproximadamente R$ 95 milhões por ano.

Do faturamento milionário, a Prefeitura do Recife tem direito a 1% nos cinco primeiros anos. Depois, o percentual sobe para 1,5% até o 10º ano e 2% até o fim do contrato. Só o Recife vai mandar para a usina 1.350 toneladas de lixo domiciliar todos os dias.

A área tem aproximadamente 5,5 hectares. Deste total, 2,4 hectares estão na APA municipal do Engenho Uchoa. O consórcio Recife Energia é formado pelas empresas Qualix, Serquip e Kogenergy.

Fonte: http://jc.uol.com.br/canal/cotidiano/grande-recife/noticia/2010/09/22/central-de-lixo-emperra-por-falta-de-licenca-237180.php

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